Quebrando a promessa!

A vida parece que corre tão rápida. Basta um instante para que as coisas ao seu redor de repente mudem drasticamente. O exemplo pertinente ao que me refiro: de um dia para o outro, suas companhias mudam. É efêmero como a vida. As amizades e conexões que fazemos simplesmente se desfazem. Num evento em que ninguém é culpado, a vida simplesmente segue em frente.

E eu sofro por não aceitar que certas coisas acabam. Por não aceitar que as pessoas se esquecem do que você fez por elas, ou talvez não esquecem, mas o que você fez de bom se torna infimamente pequeno perto do que fez de ruim. Resumindo, as coisas se desgastam. E independente do esforço mútuo (?) de reviver o passado, o presente se perpetua.

Para seguir em frente, eu tento me livrar dos arrependimentos. Livrar-me da culpa de não ter dado certo. No fundo, deu certo. Durante aqueles momentos, deu muito certo. Agora não dá mais, por razões que fogem da minha mente calculista. Mente esta que varreu um vasto espectro de possibilidades e erros que eu posso ter cometido, avaliando os porquês do inevitável.

Dizem que a gente vive no passado ou no futuro quando deveríamos viver no presente. Eu sou culpado de viver no passado. Em meus momentos nostálgicos, o passado se revela um grande companheiro. Lembro-me de noites varadas no CM, cafés no Starbucks, noites de balada cantando Tenacious D no carro, horas de conversa e risadas, bar do Moe, e outros  momentos tão meus e que não fazem sentido para ninguém além das pessoas que dividiram estes momentos comigo. Momentos que me definiram, que me fizeram quem eu sou.

Por mais que as coisas chegaram no ponto em que estão, em meu coração o sentimento por essas pessoas se mantém o mesmo. Por mais que eu não as veja todo dia, por mais que as coisas tenham mudado, sei que se nos encontrarmos, para mim nada terá mudado, ainda terei meu sorriso no rosto, meus assuntos enfadonhos ou ridículo-cômicos, minhas piadas sem graça. Não sentirei tristeza, não tratarei ninguém diferente. No fundo, no fundo é isso que faz o nosso canal tão legal assim essas pessoas ainda tem um pedaço de mim. Um pedaço que elas mesmas construíram.

Só restará a dúvida do porquê, mas nem todas as perguntas tem resposta, não é mesmo?

Quebrei uma promessa de que não ia fazer mais esse tipo de post emo! Comecei escrevendo sobre a bolsa de CDs e acabei terminando com Roads no repeat do youtube (mandaram bem na feature nova btw!) e esse texto baita melancólico. Afinal, estamos todos fadados a repetir os mesmos erros over and over não é mesmo?

Fim de Transmissão.

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