Honestamente, eu nunca mais ia postar. Apesar que quem me conhece sabe que eu vivo prometendo coisas que não irei cumprir:

“Te amo” - Para minha ex-namorada. [Essa é sim uma promessa, e nesse caso, foi quebrada]

“Sempre vamos ser amigos e nunca vamos brigar!” - Para o meu ex-melhor amigo.

“Eu nunca mais vou jogar DotA!” - NOT!

“Pode pular que eu seguro! Promessa!” - Para a minha irmã menor, que subiu na árvore e estava com medo de descer, naquele dia que ela quebrou o braço. [Tá, essa é mentira! Eu nunca ia fazer isso com ela]

“Eu nunca mais vou postar naquela merda!!!!” - Eu, me referindo ao blog.

Aí, quebrei a promessa. É que chegou num ponto em que rolou um cataclisma emocional. Tipo muita coisa. MESMO!

Alguém aí já viu um filme de comédia romântica chamado “O amor não tira férias?”. Não é nenhum segredo minha paixão por filmes do gênero. Eu vi e gostei desse filme. E no filme, a personagem vivida por Cameron Diaz não consegue chorar.  Fiz menção ao filme para falar sobre uma peculiaridade da minha pessoa. Eu não consigo chorar. Sério. Não rola!

Tem horas que é tipo:

“Vai lágrima, cai…  Vamos lágrima! Cai! VAIIIIII! Cai logo!!!! Cai cai cai cai cai! Só uma lagriminha vaaaai! Caaai”. E nada da danada [rimou!] cair.

Esse ano tem sido um ano atípico. Chorei 2 vezes! Sensacional, falaê? É tipo chover no deserto duas vezes ao ano. É muito muito muito raro.

Hoje eu quase chorei. E isso pode parecer mundano para todas as pessoas que choram vendo comercial de margarina, mas para mim é algo muito grande.

Nossa! É tanta coisa que eu até preciso dividir. Vamos que vamos!

Parte 1: The Powerful Scrap.

Como eu disse, eu chorei duas vezes esse ano. Uma delas foi uma puta tempestade (aproveitando a analogia da chuva no deserto). I cried myself to sleep. I cried until my eyeballs were sore and dry. E tudo isso por causa da segunda promessa da minha listinha lá em cima, no dia em que ela se quebrou, quando eu briguei com meu ex-melhor amigo.

Tudo é misteriosamente conectado, as promessas quebradas, a chuva, o cataclisma.

Foi nessa semana que recebi um scrap do ex-amigo, pedindo os pertences dele de volta [meio break-upish né?] . Imaginei que por algum motivo obscuro, caiu nos ouvidos dele sobre certo acontecimento infeliz relacionado ao meu blog, causando assim uma revolta básica. A revolta fez com que ele cobrasse os pertences, de tanta raiva ou desgosto. Claro que isso contribuiu para aumentar a minha raiva por mim mesmo, vendo que toda e qualquer chance de voltar a amizade havia se perdido por culpa minha. (Ou pode ser só paranóia…)

Aí que a culpa vem né? Essa coisa que foi inventada pelo homem. Porque nos sentimentos culpa não existe. A gente que criou essa história de “Quem é o culpado?”, “De quem é a culpa?”. A culpa não é de ninguém. A culpa é de todos. A culpa não existe!

Voz da consciência: Belesma! Pensasse antes de fazer as coisas, né! Tem cérebro pra quê? Agora se fode. [Minha consciência é malvada]

Aí fiquei meio mal. Entreguei os livros para uma amiga que ia servir de Middle Man (ou será Middle Woman?), junto com o objeto que me deu o maior peso na consciência de toda a história dos objetos que dão peso na consciência, mas beleza.

Parte 2: O filme!

Aí veio o fim de semana. O fim de semana foi maldito. Para começar, fiquei vendo Laranja Mecânica ontem na TV.

ODIEI! Puta filme ruim! Sem fim! Com atores de segunda! E fiquei maior feliz por ter odiado. Lembrei que eu sou um indivíduo. Sou único, não sou definido por padrões sociais e nem pelo que todo mundo gosta. Chupa essa manga, Kubrick! Além de tudo fiquei com maior raiva desse bando de gente idolatrando um psicopata FDP que sai estuprando e matando mulheres. Fiquei com vontade de xingar todas as pessoas que eu vi usando camisetas do Alex!

Mas o filme foi passando e eu fui lembrando do meu ex-amigo. Desde o Moloko, que ele fazia questão de  descrever apaixonadamente, até o chapéu que ele tinha igual. Aí passa o Bloo na tv, e o cd do QOTSA no rádio, e coisas que me lembram ele e sinto saudades dos velhos tempos. Saudades da amizade dele, que temo que nunca irá voltar.

O relógio não para. Sinto a parede me prensando no fim do ano. Parece que no começo do ano que vem, life as I know it will cease to exist. Vou estar a kms de distância e nunca mais vou consertar essa história.  E o tempo está acabando. Não tenho muito tempo, e tenho tantas coisas que queria fazer. Isso se eu conseguir sair desse país infernal né?

Tive até pesadelos essa noite. Na verdade, eu estava perdido em New York. E acabei encontrando todo mundo que eu conheço nas ruas e as pessoas me deram direções. Depois apanhei de um cara. Por final, no pesadelo, eu era um Alex da vida cometendo um monte de crimes e sendo atacado por uma angry mob! Bizarro.

Parte 3: O Aniversário

Aí ontem minha irmã foi num aniversário (Adendo: Minha irmã tem 12 anos). Eu fui incumbido da tarefa de levar/buscar ela. Estamos os dois sozinhos no carro, quando ela vira para mim e diz:

“Saulo, quando você acha que eu vou perder o meu BV?”

ACKWAAAAAAAAARD!!!!!!!!!!!!!!! CONSTRANGEDOR MASTER!!!!!!!!!!!!!!! AMIGUINHO, PE-RI-GO!!!!! Respirei fundo e respondi direitinho como um irmão exemplar. Deixaria qualquer um orgulhoso. Dei os melhores conselhos que poderia dar e depois, conversando sobre o assunto com minha mãe, tive a confirmação de saber lidar corretamente com essa situação.

Aí ela liga para minha mãe e fala para ir buscar ela mais tarde porque ela tava dançando! Dançando? Achei que ela fosse estar brincando na piscina de bolinhas como uma criança [opa, esse sou eu! VIVA!!! PISCINA DE BOLINHAAAAS! *joga bolinhas coloridas para cima*]. Dançar é tão coisa de adolescente.

A hora que eu fui buscar ela que caiu minha ficha. Eu tenho 21 anos. VINTE E UM! Eu sou um VELHO. Estou tentando viver uma vida de 15 anos. Ficar no MSN. Sair com os amigos. Aproveitar. Não tenho mais idade para isso. Com 21, o certo é se preocupar com o futuro e estudar e trabalhar duro para ser alguém na vida.

Parte 4: Imaturidade

Claro que cada um tem o seu tempo para amadurecer… NOT! O mercado de trabalho não respeita o tempo de ninguém. Ele só quer empregados jovens e mal-pagos para encher com rios de dinheiro o bolso dos grandes empresários. E o meu tempo que se foda. Não tenho nem tempo de escolher direito o que eu vou fazer com meu futuro, porque ninguém vai contratar um cara com 25. Minha inocência é roubada, meu jeito criança é reprovado por todos, e eu tenho que passar 50 mil horas por semana no trabalho que eu não gosto, mas que eu acho que é o menos pior,  só pra fazer hora e mostrar para os outros que eu sou esforçado.

Tenho me sentido a pessoa mais preguiçosa e procrastinadora da galáxia! Tenho ido de vez em nunca no laboratório, tenho aproveitado que quase não tenho mais aulas, para ficar em casa, dormir 12 horas por dia, e levar uma vida “normal”.

Eu e o meu sonho de uma vida “normal”. Trabalhar num emprego “normal” que tem hora para entrar e sair. Fazer uma faculdade normal, que todo mundo ache normal e que não exige que você faça provas de duração infinita (merda, ainda me prendo ao passado). Ter tempo para fazer exercícios (work out), dormir todo dia na mesma hora, me alimentar de maneira saudável, namorar, ser tudo o que eu era 4 anos atrás.

Isso simplesmente não acontece. Eu durmo um dia a meia noite, no dia seguinte as 7 da noite, no outro as 4 da manhã, no outro eu nem durmo porque varei a noite. Vou no estágio quando eu quero, só que ultimamente eu quero é passar longe de lá. Faço nada de aulas por semana. Como mais do que devia, em horários malucos, e da maneira menos saudável possível (chewing is for Noobs, just swallow the damn thing). Esporte só fica na saudade. Tirei o kimono e a faixa preta do armário. Prometi que ia treinar, mas ainda não fui. Totalmente caótico, sem disciplina, sem ordem, sem sentido.

Minha vida perdeu o sentido. Me apoio no sonho de curar a malária e ajudar a salvar o mundo, mas isso nunca vai acontecer se eu não me esforçar. Só para esclarecer, a idéia de curar a malária é figurativa, uma contribuição significativa para que isso aconteça já seria um achievement of a lifetime. Mas esforço é exatamente o que eu sinto que tem faltado da minha parte.

Força de vontade para correr atrás de tudo. Não corro atrás do que eu gosto. Não vou nos restaurantes que quero ir. Não vou no cinema. Nem saio mais de casa. Quanto mais me esforçar no trabalho, pfff. Tudo por falta de força de vontade de mexer o traseiro e lutar pelo que eu quero.

Hoje senti como se a minha vida inteira eu simplesmente deixasse as coisas acontecerem. Como se eu deixasse as coisas seguirem seu fluxo natural. Nunca lutei por nada na vida! Percebi o quanto eu errei. Não tem essa de deixar acontecer. O fluxo natural das coisas é lutar pelo que você acredita. As coisas não acontecem sozinhas! Você precisa ir lá e com muito esforço, fazer elas acontecerem. E eu passei a vida inteira esperando as coisas cairem no meu colo. Me escondendo nessa desculpa de que tinha que “deixar acontecer”. Deixar acontecer my ass! Nem sei aonde ouvi tamanha besteira.

Parte 5: Escolhas

Foi aí que percebi que a maioria das escolhas que eu tomei me trouxeram nesse ponto da vida. Vida mal vivida [rimou! 2x Multiplier]. Já me falaram uma vez que não existem escolhas erradas. Apenas caminhos longos e caminhos mais curtos que levam todos ao mesmo lugar. Pois eu sinto que só escolhi os caminhos longos e ainda não cheguei a lugar nenhum.

Sinto que, no meio do desespero e da pressão, escolhi a primeira pessoa que vi na rua para ser minha orientadora, e essa é a causa dos meus problemas com o estágio. Não tem essas de “Ah foi o destino que fez a gente se encontrar na rua!”. Bullshit! Foi o desespero que fez com que eu escolhesse uma pessoa que encontrei na rua como orientadora, sem pensar, sem escolher, sem lutar pelo que eu queria. E exatamente essa inaptidão para lutar, aliada ao meu medo de mudanças que fez com que eu continuasse lá até agora. Por isso, eu pago o pato e não quero nem passar perto do meu estágio. Lógico que já rolou cobrança por parta da minha chefa, da coordenadora do meu curso, dos meus colegas de trabalho e até dos meus pais. Vai trabalhar, vagabundo!

Foram as escolhas que me levaram a sexta-feira.

Oh, sexta-feira da confusão emocional.

Nem tenho palavras para descrever o quão confuso eu fiquei na sexta-feira. E na verdade eu queria discursar sobre a maldita sexta-feira. Cry out loud tudinho o que eu senti. Mas não posso. Não vou mais me expor nesse blog. Não desse jeito. Isso não é certo e precisou uma puta besteira bloguística (adorei a expressão, mas não é minha) para que eu abrisse os olhos e visse que isso acabou não dando muito certo.

Eu precisava sentar e falar tudo o que eu tenho para falar para uma certa pessoa (ou seriam certas pessoas?). A coragem ainda está carregando (loading…).

Cheio de vontade de mudar minha vida, eu vou tentar reconstruir tudo do zero. Lutar por algo melhor. E termino o post fazendo promessas, sendo que eu o comecei falando das promessas que não cumpri.

No momento, minha auto-estima é praticamente inexistente. Os eventos do domingo fizeram com que eu me sentisse mais burro do que uma porta. Todos os pilares da minha auto-estima caíram. Qualquer coisa poderia acabar comigo agora =/ (Finish HIM!!!)

P.S. Fucking WALL OF TEXT. Vou entender se vocês me falarem TLDR (Too Long Didn’t Read).

Fim de Transmissão.

A new beginning…

Agosto 6, 2008

Então começam as aulas. Novas matérias, novas pessoas, novos professores, novos tempos. Para começar bem o semestre, rola aquela ida básica ao bar. E são também convidados os novos bixos, com o intuito de promover a interação social regada a etanol.

No bar, mais de 20 pessoas conversando, e a maioria bebendo. Sem carro, finalmente vi a chance de tomar umas biritas e me sentir o dono do mundo. Não demorou muito para que, dado o efeito do álcool, eu começasse a chamar a atenção de todos com meu jeito ridiculo extravagante de ser.

Fiquei alternando de posições na mesa, para ter certeza de conversar com todas as pessoas. Conhecer um pouco sobre os novatos. Provocar risos e mais risos nos rostos familiares esparramados nas cadeiras. Com piadas de terceira, lutas em um pé só, besteirol digno de filme americano e muita, mas muita, mas muuuita conversação obscena, passei boa parte da tarde e o começo da noite me afirmando como EU.

O Álcool tem o incrível poder de soltar as pessoas. E eu queria que tivesse sido assim das outras 245151 mil vezes que eu sai. Ultimamente, tenho saído com meus amigos e geralmente fico sentado quieto, dando opiniões aleatórias durante a conversa. Eu não sou assim. Sou muito mais o que fui ontem. Não parei de falar, não medi o que eu dizia, provoquei, brinquei, ri. Resumindo, eu me diverti.

Como se não bastasse, bati todos os meus recordes pessoais e mandei muito bem no xaveco. Logo no primeiro dia já beijei uma bichete. Fez muito bem para minha auto-estima. Quanto aos detalhes, digamos que eu ganhei muitos pontos durante as conversas no bar e depois foi só esperar o momento certo.

Foi difícil conseguir ficar a sós com ela. Estranhamente, eu gosto de dar o primeiro beijo na intimidade com a pessoa. Só o primeiro. Intimidade com a pessoa significa estar longe de todo mundo que eu conheço. Eu funciono assim, beijo a dois, sem ninguém para atrapalhar. Aí a hora que ela estava indo embora, aproveitei a chance para fazer companhia para a moça e não deixar ela esperando o ônibus sozinha. Beijos no ponto de ônibus, romantismo zero.

O semestre parece ter começado bem!

Fim de Transmissão.

Metapost: O começo.

Agosto 4, 2008

Buscando Inspiração:

Abrir aba. Acessar algum site de música. A grande questão: “O que ouvir?”. Ler banco de dados, entrar em “Sugestões Recentes”. Alvo localizado: “The Format”. Last Fm, ouvir gratuitamente (as in: DE GRAÇA) “The Format” na Last Fm.

Abrir nova aba. Pesquisar no google as seguintes keywords: “the+format+lyrics”. Estou com sorte (mentira, ninguém usa esse botão). Ler a letra enquanto as músicas tocam. Excerto particularmente interessante encontrado.

Conversar com alguém a respeito do problema atual. Dois alvos apropriados encontrados. Resultado: tirinha peculiar da internet, que combina com o assunto.

Começando a escrever o post:

Colocar algo mais suave no Winamp. Algo mais “Lullaby” do The Cure. Inicializar causando impacto com o excerto:

“I fall in love far too quickly”

Continuar comentando sobre o fragmento de maneira a motivar a leitura. Depois explicar que raios isso está fazendo aí.

Claro que o excerto é exagerado. A arte geralmente é uma cópia exagerada da vida.

Foi sem perceber que surgiu uma fagulha de sentimento por certa pessoa. No começo, achei que fosse bobeira. Logo, logo, tomei aquele tapa na cara lá de dentro. Pensei para mim mesmo “você está gostando dela!”. EU e não o Paulo. Esse aí vai ser tonto para sempre. Eu sou a realidade, nua e crua, pronta para um novo amanhã.

Aí me senti O promíscuo emocional. Pensei em postar o quão porco chauvinista eu era. E todas as pessoas achando que eu era diferente. Que eu era bonzinho. Enganei eles direitinho, né? Sou um porcão machista. Acho que não canso de jogar os outros contra mim.

Por um lado agradeci por estar com os sentimentos renovados. Por recuperar minhas asas e poder sonhar novamente. Por outro, chauvinismo rules (ironia, para os desavisados).

Terminando de escrever o post:

Carregar bibliotecas de mistério. Concluir esse assunto. Empreender em um assunto frívolo para encaixar o jargão de fim de post.

A tirinha não pode ser postada, uma vez que a mesma é altamente comprometedora. O Paulo já virou um assunto batido. É hora de criar uma nova história, novos personagens, novo cenário, novo tudo. E a realidade já me deu um presente, um começo!

Conforme a inspiração flui, “Taciano” é criado.

Taciano era um cara meio retraído. Ficava quieto, observando tudo acontecer. Registrando em sua mente cada instante complexo ao seu redor. Desde um bater de asas de um pássaro até um leve virar de cabeça de uma moça atrás das árvores. Depois, compondo isso tudo na cachola, ele criava. “Salvei o pássaro e conquistei a moça”, pensava, batendo no peito com orgulho.

O Taciano era um bom moço. Mas parecia viver em uma realidade diferente, que só existia nos seus pensamentos. Esse era um garoto de família. De reputação a zelar. Mas tinha uma leve tendência a se meter em frias.

Voltando para o meio do post:

Justificar-se. Escolher música adequada para continuar. “Addicted” - Amy Winehouse selecionada.

Meu modo de pensar e escrever é totalmente imprevisível. Nem eu sei o que acontece.

A história começa quando ele e seu amigo de infância, o Cacá, dupla quase inseparável, decidiram ir naquela festa meio estranha, com gente esquisita. O Cacá tomou umas biritas a mais e capotou no sofá e o Taciano ficou meio sozinho e deslocado. Se fechou no modo “filmar” e calou o bico. Sentou na sacada e ficou divagando.

Foi assim, quase sem querer, que a moça apareceu. Ainda lembra a cor do batom dela (ou será que era glitter?). Linda de morrer, bem arrumada, com os cabelos mais sedutores que ele já tinha visto. E acompanhando a moça estava um sujeito, desses que merece respeito, de peito empinado e sapato lustrado. Namorado! Droga, Taciano. Essa era tão bonita. Como você foi deixar alguém chegar primeiro?

Nisso, o Cacá acordou. Meio descabelado, parou do lado to Taciano e reparou na garota. Os dois ficaram apenas fitando a moça por um tempo, enquanto ela vislumbrava a todos com seus sorrisos e trejeitos. O Cacá nem se preocupou com o namorado. Foi lá e chamou a moça. E ela parou bem em frente aos dois rapazes. Taciano ficou meio encabulado.

-Taciano essa aqui é a Milena. - Disse o Cacá, apresentando-os. Após as devidas formalidades, nosso protagonista permanecia quase que monossilábico, contribuindo com “hum”s e “aaah”s. A conversa aconteceu por mais 15 minutos. Depois disso, o namorado ogro da moça chegou, a agarrou e a beijou vigorosamente. Após o beijo, notou a dupla dinâmica.

-Marcos. - Disse o Gorila estendendo a mão para o Taciano.

-Esse aí é o Taciano, e eu sou o Cacá. Muito prazer. - Respondeu sorrateiramente o outro jovem.

Novas formalidades. Depois, os namorados saíram para conversar com outras pessoas. E o Taciano já suspirava “Milena!”. E assim, quando deitou no travesseiro durante a noite, Taciano sonho com as curvas do cabelo da Milena. Sonhou acordado. Ficou com cara de bobo e adormeceu sorrindo.

Assim que começou a próxima encrenca do Taciano. Nem ele sabia o que ia acontecer. Mas dormir sorrindo parece um bom começo para quem já chorou até dormir.

De volta ao fim do post:

Pensar em um fim apropriado e em uma boa punch line para sair com estilo.  Escolher nova música: “Mark Ronson ft. Lily Allen - Oh My God!”

Interessante como as coisas funcionam. Como eu consigo ser essa promiscuidade sentimental, continuamente me afundando em encrenca. Queria que as coisas fossem mais simples. Queria poder chegar e dizer “Eu quero você!”. Simples e eficaz. Mas não são assim que as coisas funcionam não é mesmo? É melhor terminar por aqui.

Fim de Transmissão.

Pós-post:

2 releituras para revisar possíveis erros. Reescrever os parágrafos em que o fluxo se enrosca.

Fim de Meta-Transmissão.

E lá estava eu, couple days ago uns dias atrás,  conversando com um amigo meu. Ele dizia:

-Não acho que você foi muito feliz no seu último post.

-Ah talvez eu não fui mesmo. Mas quer saber, acho que ela [a ruiva] nem lê mais o blog. -Justifiquei.

-Tem certeza?

-Ah acho que ela não lê não.  Sinceramente, não acho meu blog muito interessante (e viva a auto-estima).

-Você podia fazer um teste e xingar ela para ver se ela comenta! [Na verdade, não me lembro se a sugestão partiu de mim ou dele. Acho que dele.]

Eu não acatei a sugestão porque achei que, assumindo que houvesse a possibilidade remota da Ruiva continuar lendo o meu blog, ela não comentaria se eu a xingasse.  Preferi acreditar que ela não lia mesmo.

Dois dias depois a Ruiva comenta no tal “post infeliz”.

Ei, não vale dizer “I told you so”.

Aí fui ouvir um Jon Brion. Quanto aos comentários dela, eu poderia escrever até amanhã sobre eles. Mas vou deixar os meus pensamentos em mistério por enquanto.

Nem tudo pode ser tão fácil. Todo mundo sempre lê os meus pensamentos. É hora de eu ler o pensamento de alguém. Por isso eu quero ler comentários com os pensamentos dos meus leitores a respeito disso tudo. Não poupem caracteres. Pensamentos, plural, na íntegra.

Se alguém quiser se aventurar e tentar adivinhar o que eu pensei, também acho bem legal. Uma inversão de papéis, para variar um pouco.

Já me demorei demais. Amanhã acordo cedo. Espero comentários legais, hein leitores?? E nada de se acanhar por conta dos outros leitores, haha.

P.S. Lost in Translation!!

Fim de Transmissão.

A Comemoração

Agosto 1, 2008

Estou lá eu sentado na comemoração da minha prima, quinta-feira a noite, cerveja, blá blá blá. Aí que a moça (moça é elogio porque ela já tinha lá seus 30 e muitos), mãe de 3 filhas, começa uma conversa comigo:

ELA  -Nossa, a última vez que te vi você não tinha cabelo.

EU    -*Cara de pensamento*

ELA  -Quer dizer, devia tar bem curto.

EU    -Ah é! Eu costumava raspar o cabelo. - Respondi.

ELA   -Ficou muuuuito melhor assim.

EU     -Ah valeu.

ELA   -Tá o maior gato!

EU     -Ah valeu.

ELA   -G-A-T-Ã-O!

EU    -Ah… Valeu.

ELA   -Eu pegava.

EU    -Erm… éaaam… Ah, valeu! *sorriso amarelo*

Após momentos de silêncio constrangedor, ela se virou e conversou com o outro lado da mesa fingindo que nada tinha acontecido.

Fim de Transmissão.

Hoje eu pensei em fazer 4 posts!

Esse era para ser o quarto, mas decidi só fazer ele.

Eu descobri ontem o quanto eu estava insatisfeito com meu trabalho.  Queria largar tudo e fugir. Como já me disseram, parece que fugir é o meu protocolo Default quando eu não sei o que fazer. Depois de alguns stresses, rolou uma puta frustração.

Mas aí surge aquele medo básico de mudanças. De fugir da rotina que me deixa insatisfeito. O status atual é que eu preciso tentar novas metodologias. E não resumo isso somente ao meu trabalho. Novas metodologias na vida, sendo a primeira delas: “stand up and speak up for my rights!”

Vou tentar me pronunciar e falar tudo que ficou entalado no meu peito. Colocar para fora todos os sentimentos que causaram essa insatisfação durante os últimos meses. Ao mesmo tempo, tenho que fazer isso com sutileza e de um modo sensato.

Eu realmente decidi não me resumir ao campo de trabalho para aplicar as minhas novas metodologias, mas essa foi a grande causa (e a grande solução) do stress que eu passei ontem.

Mudando de assunto…

Conforme previsto, o Paulo mal pisou na faculdade, pronto para enfrentar uma reunião daqueeelas, quando avistou a Ruiva sentada. Não a cumprimentou, como fazia de costume. Ao invés disso, foi buscar um copo d’água. Retornou a sala de computação, palco de interatividade Ruiva-Paulo, e começou uma conversa com seu melhor amigo da faculdade (que não é jogador de futebol americano, igual o do Billy), tentando fingir que a Ruiva não estava lá.

A Ruiva tentou puxar conversa com os dois garotos. Fez um comentário sobre algo superficial (comentou sobre o notebook do meu amigo) e depois comentou sobre o nervosismo para enfrentar a reunião. Paulo se lembrou de todo o nervosismo que aquelas reuniões já haviam lhe causado. Acabou se projetando na garota. Por mais que quisesse e tentasse ser seco e grosso e frio, tem certas máscaras que nem mesmo ele conseguia vestir. Apesar de breve, fez alguns comentários e logo o trio se dissipou.

Durante a reunião, a Ruiva sentou-se ao seu lado. Para sua surpresa, pensou nela muito menos do que achou que fosse pensar. E, ao invés da moça de cabelos vermelhos ser a causa do seu stress, foram os acontecimentos da reunião que o deixaram de cabeça baixa. A perda de um colega. As críticas ao seu relatório. A conversa com a professora que o adorava, insinuando que o Paulo deveria trocar de chefe. Paulo mal teve tempo de prestar atenção à garota.

Quando a notou percebeu que ela ainda continuava a mesma. Ruiva. Peculiarmente atraente. All Stars azul de lantejoulas. No entanto, a menina demonstrava um certo nervosismo através de um súbito chacoalhar de pernas e mudanças constantes de posição, sensação tão conhecida por Paulo. O menino pensou que pouquíssimas vezes estiveram tão próximos um do outro. Compartilhando sensações. Notou ela ajeitar os cabelos ruivos atrás da orelha.

São as eventualidades da vida, fazendo com que duas pessoas estejam tão próximas e ao mesmo tempo tão distantes.

Quando foi a vez da garota defender os colegas, Paulo queria abraçá-la para lhe dar segurança. Apesar do nervosismo a moça se saiu bem. Diversas vezes, Paulo pensou em se pronunciar, ajudando-a. Mas pensou que acabaria atrapalhando mais do que ajudando.

Terminada a reunião, a Ruiva se foi. E o encontro foi menos emotionally disturbing do que Paulo pensou que seria.

O que ficou impresso na cabeça de Paulo foi a imagem da Ruiva repetindo em voz baixa que ele precisava de “Novas Metodologias”. Não era um mal conselho.

Paulo se empenhou em fazer o que fazia de melhor: “bolar um plano infalível horrível”. E foi pensando em adotar novas metodologias que Paulo pensou em proceder de uma forma diferente.

O plano de Paulo era simples. A princípio o plano consistia somente em conversar com a moça (for a change). Vocês ficariam surpresos como conversar dá certo! Queria contar para ela que ela se saiu bem na reunião. Queria estimulá-la a permanecer no cargo de representante, uma vez que não havia melhor candidato para substituí-la.

Era só uma questão de oportunidades. Só precisava encontrá-la no msn como havia acontecido no sábado, no domingo e na segunda (mas nessas vezes Paulo permanecera em silêncio).

Aí hoje Paulo recebe um e-mail da prima dele. Um e-mail contando que vai haver uma comemoração nos barzinhos da rua X (para omitir paradeiros) de São Paulo, nesta quinta-feira, para celebrar que ela havia entrado na faculdade pública. Quinta-feira a noite, barzinho, cerveja e comemoração. Maravilha.

Só que adivinhem uma coisa. O mundo é muito pequeno. Dentre as 48.623 ruas de São Paulo, a comemoração ocorreria justamente na mesma rua em que a Ruiva morava. Exato. Na mesmíssima rua. Uns três quarteirões para cima em uns barzinhos que, ironicamente, o Paulo quase foi com a Ruiva e mais uma galera uma vez. A vida gosta mesmo de pregar peças no Paulo.

E o Paulo pensou que em menos de oito meses, estaria viajando para o exterior, para ficar um ano ou mais estudando, sem voltar para o país. Sem ter o ar da graça de dar as caras no Brasil. Pensou que nesse meio tempo (8 meses), não ia ter tempo de se apaixonar de novo. Que não tinha nada a perder. Aceitou seu daltonismo que o tornava exceção da teoria da flamejante correspondência cromática. E o “loading” congelou.

Decidiu que no meio da conversa já planejada, iria convidá-la para a comemoração. Ia chamar a Ruiva para subir três quarteirões e ir tomar uma cerveja, “sem compromisso”, nos barzinhos tão conhecidos por ambos. Como justificativa para convite tão insensato, o garoto até bolou uma frase de impacto, horrível, diga-se de passagem. Mas na sua cabeça, a frase seria capaz de convencer a garota. Tudo estava arranjado para mais um plano de Paulo.

O universo mais uma vez conspirou contra o plano de tonto. A garota não apareceu no msn. Seja lá porque raios de motivo, mas ela não apareceu. E o plano foi por água abaixo (not yet! A esperança é sempre Die-Hard).

Em represália a insinuações envolvendo a minha pessoa e a teoria da flamejante correspôndencia cromática eu vou contra-atacar. Julgar de maneira preconceituosa simplesmente não leva a nada. Todo mundo é diferente. Seria o mesmo que enquadrar todas as mulheres naquele grupo que gosta de ser mal-tratado (vulgas mulheres de malandro). Eu sou diferente, assim como você. Não obedeço a padrões e regras, só sigo o que eu sinto e luto pelo que acredito. Apenas hoje percebi o quão injusto foi certo comentário flamejante (que não foi o do Rafael).

Fim de Transmissão.

Eu realmente precisava postar hoje! Muitas coisas aconteceram culminando em um nervous breakdown. Talvez seja só eu fazendo tempestade em copo d’água.

A grande maioria dos acontecimentos tem cunho pseudo-profissional. Não acho que caiba eu ficar detalhando meus problemas com o trabalho.  Estou muito cansado para postar agora, então fica aqui um pré-post. A  exaustão toma conta do meu corpo e preciso ir dormir.

Tem um novo episódio quentinho das aventuras do Paulo, contando os últimos acontecimentos envolvendo a ruiva. Mas vocês terão que esperar até o post para saber com mais detalhes.

Vou dormir.

Fim de Transmissão.

Como tudo poderia ser!

Julho 28, 2008

Depois do último post comecei a ouvir Jon Brion. Bateu uma sensação nova, uma leveza. Uma sensação sem comparação. Meio que vi minha história que nunca aconteceu passar diante dos meus olhos.

Puxei a OST do Brilho Eterno. Queria gritar “ESSE SOU EU”. EU SOU ISSO. Sou Jon Brion e Brilho Eterno. Sou Joel e Clem. Ouviu? É ISSO QUE EU SOU!

“Everybody’s gotta learn sometime.” A tristeza bateu depois, com o Beck (o artista). A verdade é pura, eu só queria que as pessoas pudessem olhar na minha essência. Ver o miolo do que é ser o Saulo, o Paulo, o Montero. Queria que me vissem despido de todas as pomposidades.

Maldita falta de aceitação que dura para sempre. Se puder, fale comigo. Grite, berre, cante, chore, sorria, dance, emocione-se comigo. Não acho que fomos colocados junto com 6 bilhões de pessoas num planeta para vivermos a maior parte de nossas vidas sozinhos.

Gosh I miss you, mesmo sem te conhecer. Que sensação mais vazia, não é?

Quantas vezes ainda me acharei estranho mesmo sem me conhecer.

[Eu não quero analisar meus resultados, plottar gráficos de barras, fazer um relatório que era para ter sido entregue um mês atrás. Não quero mais. Procrastinar já!]

Aí entrou o ápice de todas as músicas que é “Phone Call” do Brion mesmo. E pensei em como tudo poderia ser. TUDO. [Em off: http://www.youtube.com/watch?v=wUGU9R0xafM ]

Luvas e neve, mãos dadas, risadas e aquelas fumacinhas que saem da sua boca conforme você respira quando está muito frio. Quem nunca brincou de fingir que estava fumando? E faz *HAAAAAH* e sai fumacinha. Eu AMO frio.

Eu amo dividir o frio no sofá debaixo dum cobertor. Dar risada tentando se esquentar, chacoalhando os pés para ver as voltas que o edredon faz. E meias nos pés, meias de frio para escorregar no corredor. O filme na tv não importa, porque o importante mesmo é a sensação de se sentir acolhido. Sentir a cabeça dela deitada no seu ombro, os braços entrelaçados que dão voltas até o infinito.

Deitados na neve fazendo anjinhos, cantando com os Caroleers, e depois fazendo boneco de neve. Esquiando com um trenozinho que eu ia puxar montanha de neve acima. Chocolate quente e lareira, ajeitando o cabelo dela atrás da orelha. Bochechas vermelhas e um sorriso. Uma pintinha para dar um charme.

Um cobertor bem quente e peludo, que eu gostava de acreditar que era de pele de urso. E aquela sensação de sentir muitos cobertores pesando em cima de você como se você estivesse soterrado. Soterrado pela vontade que te impele a sair dali. A vontade de hibernar. E corpos são peças de quebra-cabeças de duas partes, feitos para encaixar de mil maneiras e dormir até o fim do ano.

Um beijo, que começa com o tocar dos lábios. Uma mordida suave no lábio inferior. Aquela sensação na boca que só pode ser descrita como BEIJO. Milhões de pensamentos que invadem sua cabeça. O que eu mais gosto de pensar são em cores que vão mudando (tipo um screen saver). Aquela preocupação de beijar bem, lentamente sobreposta simplesmente pela vontade de beijar e se sentir um só.

Aí cozinhar panquecas. Fazer aqueeeela meleca. Começar a se sujar e espalhar massa de panqueca um na cara do outro. Depois se beijar no meio da lambança toda. E enquanto o beijo acontece, tentar alcançar um punhado de farinha para assoprar na cara dela. Rir até cair dela toda enfarinhada com cara de “bumbum”, enquanto ela cospe a farinha que entrou até no pulmão , planejando uma vingança a altura. E toda sensual ela chega para te beijar, num ato meio que de “te perdôo” e rapidamente ela empunha um ovo e o quebra na sua cabeça. A melecaiada continua regada a beijos apaixonados.

Esquece-se tudo na cozinha e em meio a beijos, no caminho para o banheiro, as roupas já vão sendo arremessadas pelo chão. Ainda beijando, vamos nos batendo nas paredes porque não queremos cortar o beijo. De tropeço em tropeço, alcançamos o banho. Adentrando o box, bato as costas com tudo na alavanca de abrir a ducha. Nem senti. Continuei a beijar.  Ligamos o chuveiro. Como um gato, grudo na parede por odiar os primeiros segundos de água gelada que sempre caem. Ela espirra água em mim. Mais beijos.

As mãos já começam a fazer sua magia e a se aventurar por todos os cantos mais íntimos. A pegada passa a ser mais firme, mais forte, mais apertada. Cada um passa o shampoo de maneira tímida no seu canto. O mesmo com o condicionador. Já o sabonete, se encaixa nas curvas e vai lentamente deslizando, com sensualidade. Depois de muitos beijos debaixo da água que cai, desliga-se a ducha. A toalha passa gentilmente pelos dois, sem interromper os beijos.

Sexo e desejo no caminho da cama. Na cama. Sobre a cama. Tudo girando numa mistura de gostos, cores, cheiros e toques, sensações mil que poderiam durar para sempre. Pausa. Respiração ofegante. Alguns segundos de conversas e risadas, com um deitado sobre o outro.  Fim da pausa. Beijos, desejos, assopros e toques lentos e superficiais.  Os corpos se entrelaçam. Os ritmos se intensificam. O prazer se acumula. Giram, trocam posições, beijos, carícias. Ritmos se intensificam ainda mais. Chega-se no ápice, os dois em sincronia, apenas querendo se entregar um ao outro. Orgasmos. Os dois se riem por um tempo. Se beijam. Passados alguns minutos, voltam para o começo deste parágrafo.

Depois de um par de horas, caem exaustos, deitados e se acariciando com a ponta dos dedos.

“Quem vai limpar a meleca na cozinha?” Ela pergunta.

Os dois se riem. Não importa. Mais nada importa porque aquele é o agora. Um olhando para o outro. Abraçados adormecem. As vezes é melhor deixar para o amanhã o que se poderia fazer hoje.

E tudo poderia ser assim. Como um dia de inverno, ou como “Phone Call” de Jon Brion.

Fim de Transmissão.

Cease the day?

Julho 28, 2008

Estou sentindo meus dedos tiritarem. Uma vibração sutil, começando logo acima das axilas e se estendendo até a ponta das unhas. Finalmente, minhas forças estão retornando. Junto com a recuperação, veio a vontade de fazer loucuras. Fazer as doideiras mais doidas possíveis e imagináveis. A vida é agora e eu preciso viver experiências novas, conhecer gente nova, viver mais.

Eu vivo nesse constante me perder e me encontrar. Passei os últimos 4 meses perdido. Tudo por culpa de uma amizade que se foi.  -”Já chega de ficar chorando as pitangas, é hora de voltar a ser você mesmo ao invés de ser esse caco que me tornei (mera sombra de mim mesmo)” - Ao menos foi o que pensei. E o singelo pensamento já conectou partes de mim, antes decepadas. Ruptura causada pela minha falta de compreensão sobre a efemeridade dos relacionamentos.

É hora de me concentrar e, com um pensamento, reconstruir todo o meu mundo. O segredo muito além d”O Segredo”.   A simples força do pensamento reconstrutivo. Acabar com todo o velho e aceitar o novo. Revoltar-se com tudo e partir em direção do desconhecido. Retomar a minha fase de “Gathering Experiences”.

Pensar que eu vivia numa bolha. Que eu não sabia de nada sobre o mundo e sobre as verdades da vida. Ah! Quanto eu aprendi, simplesmente por aceitar a experiência. Por me submeter aos mais diversos tipos de situações, vivendo na condição de fazer cada dia ser mais diferente e inusitado que o anterior. Tentar sempre quebrar a minha linha de comportamento adotando novos padrões, tomando atitudes surpreendentes que nem mesmo eu esperaria de mim. Se já cheguei tão longe, agora nada nem ninguém irá me segurar.

A verdadeira essência do Carpe Diem que, ao invés do que as pessoas pensam, não jaz no ato de queimar dinheiro ou correr com partes ao ar livre. No meu mundo, em que tudo é extremamente intensificado e em que as coisinhas pequenas são as mais importantes, o simples fato de falar um “NÃO” para uma pessoa faz com que eu me sinta vivo. Já é uma adversidade, uma loucura por assim dizer. Simples e eficaz. Isso é aproveitar o dia, no verdadeiro sentido da palavra.

Se acredito em Carpe Diem? Eu com certeza NÃO acredito no que VOCÊ chama de Carpe Diem. Acredito na minha própria concepção de Carpe Diem, talvez tão única que reflita a própria essência do meu ser. Isso é exatamente o que se passa na minha mente no momento.

Reconstrução, recuperação, regeneração, melhora, aproveitamento, diversão, insânia. Perfeito!

Fim de Transmissão!

Qué isso???

Julho 26, 2008

Consegui! Lembrei do que sonhei hoje de novo.

Sonhei que tinha saído com a Gabi (com i e não com y) e com uma amiga dela. A  amiga era ruiva água-de-salsicha e tinha olhos azuis-esverdeados (eles oscilavam entre azul e verde). Eu não lembro de ter ficado com a menina, mas lembro que estavamos de mãos dadas num momento pós-ficada. A Gabi (com i e não com y) ficou puta comigo e eu nem sabia porquê. Vai ver ela não gostava muito da menina, sei lá.

Depois eu conversei com a Gabi na fila do caixa do estacionamento de shopping, só que estavamos no meio do centro velho de São Paulo. Mas ela estava normal e eu não entendi nada.

Passado um tempo, eu comprei briga com uns lutadores de jiu-jitsu gorilões e levei um soco no olho. Meu olho inchou e começou a ficar roxo. E eu passei o resto do sonho segurando uma tampa de torneira muito, muito gelada contra o rosto para não ficar muito roxo (acho que não tinha bife). Meio que um tapa na cara, dizendo: “Tá vendo! Quer tentar lembrar do sonho? Então toma um soco pra aprender!”

Acordei com olho doendo como se tivesse levado o soco mesmo! Medo de lembrar do meu próximo sonho e acordar com dores no corpo!

Fim de Transmissão.